sexta-feira, 18 de maio de 2012

A escritora da Congregação


Verso áureo: “O meu coração ferve com palavras boas; falo do que tenho escrito no tocante ao rei; a minha língua é a pena de um destro escritor” (Salmo 45:1).


Expressar-se bem é uma virtude; ter boa comunicação, uma qualidade admirável. A expressão por palavras pode ser falada ou escrita. Vezes, a timidez no falar dá lugar à imaginação ao escrever. E como o gago surpreende como cantor; o calado revela-se escritor. Quando as palavras são unidas à música temos uma canção; quando esta é utilizada para instruir sobre a doutrina bíblica temos um masquil.

'Masquil (do hebraico משכיל ou Maskil) é um termo literário musical, que ocorre no título de treze Salmos: 32, 42, 44, 45, 52, 53, 54, 55, 74, 78, 88, 89 e 142. É uma forma verbal, que significa ser perspicaz, compreender, perceber. Em forma de substantivo, maskil remete à uma canção que imponha alguma lição de sabedoria, uma canção que traga um ensinamento em sua mensagem, um Salmo de instrução. O versículo 7 do Salmo 47 diz:' “Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência”. (Blog Salmodiar)

O salmo 45 é uma canção de amor inspirada no poema “Os lírios” de composição dos filhos de Corá. Quando a inspiração divina lhes vinha à mente sentiam algo especial. As palavras da boca se convertiam em versos de lindos cantos e poesias. Descreveram a emoção da experiência desta forma: “Lindas palavras enchem o meu coração enquanto escrevo esta canção em homenagem ao rei. A minha língua é como a pena de um bom escritor” (Sl 45:1 - NTLH).

A inspiração é uma sensação maravilhosa; A obra que resulta dela, uma emoção grandiosa. Ver um trabalho pronto, mesmo que um pequeno texto, é uma satisfação imensa. Por ter uma visão peculiar e facilidade em compreender a Bíblia, eu procuro usar essa sagacidade para ensinar sobre a Palavra de Deus através de textos. É realmente gratificante quando percebo que toquei ou ajudei alguém com minhas palavras.

Deixemos a literatura de ensinamento e passemos à literatura de entretenimento. Vamos da instrução para a diversão, pois quero apresentar-lhes uma promitente escritora que tem chamado a atenção no cenário literário. Seu livro – O Coração de Salatiel – está bem classificado pela crítica e tem arrancado elogios dos leitores. Falo da jovem kézia Lôbo, da cidade de Alegrete que fica a oeste do Estado do Rio Grande do Sul e dista 506 km da capital Porto Alegre.

Um bom escritor necessita de imaginação, perspicácia e finura. São qualidades vistas na escritora que também é organista na Congregação Cristã no Brasil. Kézia confessa no seu Blog "Pétalas e Palavras" que mais difícil e emocionante que escrever o livro, foi tocar na primeira reunião de mocidade (Encontro ou congresso de Jovens) da sua cidade. Pois escreveu aos homens, mas tocou para o Senhor.

A senhorita Lôbo começou escrevendo poesias, passou para os contos e até compôs algumas músicas. Com o sucesso do primeiro livro, a autora já está trabalhando no próximo projeto: A Saga Anáriön cujo primeiro episódio intitulou de Poder Oculto. Seu livro fala de feiticeiros, mistérios e seres mágicos. Me surpreende o gênero adotado, mas estou curioso e já encomendei um pra mim.

As palavras faladas ou escritas; seja num texto, seja numa música. Quer na literatura de ensinamento, quer na literatura de entretenimento; devem sempre emocionar.

Musicista eclesiástica e escritora secular. Esta é Kézia Lôbo.

O Coração de Salatiel – Kézia Lobo


Sinopse - Lenora está completando seu 18º aniversário, e está ansiosa para receber o misterioso presente que sua mãe lhe deixou antes de morrer. Além disso, ela tem ouvido boatos que Malghalad, o rei que governa Galahar, está destruindo a todos os que se rebelam contra ele e que possuem ou praticam qualquer espécie de magia. E que junto com o Feiticeiro Negro procura por um colar lendário perdido: Lenora é uma Elemental do ar, a única que conseguiu sobreviver desde que Malghalad começou a matar os elementais. Porém sua vida muda quando recebe o tão esperado presente e descobre que é um magnífico colar mágico que os antepassados acreditavam serem lendas, chamado: O Coração de Salatiel, que foi forjado pelo ser mágico mais poderoso do início das eras. Agora ela terá que correr para salvar a sua vida. E com a ajuda de um mago cego, um guerreiro fracassado e um príncipe fugitivo, irá enfrentar fugas arriscadas para encontrar a resistência, conhecerá o deslumbrante mundo dos seres mágicos, descobrirá o valor do perdão, da amizade e do amor. E terá que enfrentar a maior responsabilidade de todas: salvar o povo de Galahar antes que tudo o que conhece seja destruído.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Cresci... E agora, o que ser?



O que vai ser quando crescer? Eu vou ser... Quando crianças, cheios de sonhos, imaginação e inspirados nos nossos heróis - o astronauta que viaja ao espaço, o bombeiro que salva as pessoas, a professora carinhosa que alfabetiza, a bailarina graciosa que fica nas pontas dos pés - respondíamos com tanta empolgação a quem nos fizesse essa pergunta. Os anos passaram e você cresceu. Agora precisa decidir o que será na vida.

Como nossos pais. Nossos pais trabalham e um dia haveríamos de trabalhar também - Esta lição nos foi ensinada bem cedo, ainda no colo da ama quando cantava: “Mamãe foi pra roça, papai foi trabalhar”. Antigamente os segredos e os macetes de uma profissão eram passados de pai para filho. Um vínculo afetivo se formava: Papai, quando eu crescer quero ser igual ao senhor!” O Senhor Jesus aprendeu com seu pai José o ofício de carpinteiro. Hoje nossos mestres estão nos centros de ensino.  Ainda há muitos que trilham pelas pisadas dos pais. Outros recebem deles o apoio para traçar seu próprio caminho.

Dura realidade. Partindo da canção de ninar e após passarmos pelo sonho de criança,    chegaremos à realidade do mercado de trabalho. Enfim, arregaçamos as mangas e vamos atrás de uma ocupação para ajudarmos em casa ou custear os estudos. Agarramos o primeiro serviço que aparece porque ainda não temos profissão e qualificação. Ora, todo emprego é digno e devemos ser gratos. Portanto, esforce-se em mantê-lo.

O primeiro emprego. Este tem sido o fator mais influenciador na escolha de uma carreia. Estando atuando em algum ramo profissional, o jovem naturalmente, tomará a decisão de se qualificar e seguir nesta área. É uma decisão sensata. Não podemos dizer que foi errada. Mas é então que enterramos nossos heróis. Os meninos deixam de sonhar com o espaço e as meninas descalçam seus pés e trancam as sapatilhas de ballet em algum armário escuro da memória.

O sonho de criança“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1Co 11:11). Será que o sonho de menino era apenas uma fantasia? Penso que este pode ser uma seta indicando na direção da nossa vocação profissional. Creio que cada um de nós recebe um talento ao nascer e que precisamos caminhar na estrada rumo ao descobrimento dessa vocação.

Você será... Na Bíblia, Adão recebeu a tarefa e imaginação para dar nomes aos animais. Seus filhos: Caim aprendeu de Deus como lavrar a terra, e, Abel a pastorear ovelhas. Enquanto Jabal “foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado, seu irmão Jubal “foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão”, compôs as primeiras cantigas e inventou os primeiros instrumentos musicais. Tubalcaim “foi mestre de toda obra de cobre e ferro” (Gn 4:20,22). E você sem dúvida se lembra de como Noé se tornou engenheiro naval. Paremos nestes exemplos.

Qual é o propósito? Penso eu: Deus nos dotou de capacitações para desempenharmos papéis ou funções na sociedade. Para com nosso talento servirmos ao semelhante, contribuir para o bem estar comum e integrar a sociedade. Isto nos dá satisfação e amor próprio. Nos    sentimos úteis como cidadão e realizados como pessoa. Bem diferente da ditadura imposta pelo mercado que nos escraviza, induz à uma competição selvagem, muitas vezes injusta, que mais pune que recompensa. Também distorce a visão de sucesso, ensinado que ser bem-sucedido é ter mais que o outro.

Tudo é vaidade. Um emprego bem que pode trazer riqueza e reconhecimento, mas não pode satisfazer as necessidades espirituais de uma pessoa (Mt 16:26).  Assim a satisfação escapa àqueles que edificam a vida inteiramente em torno da realização secular e na aquisição de bens materiais. O rei Salomão expôs a futilidade do mero sucesso econômico. Ele almejou e adquiriu muitas coisas, mas no final concluiu: “E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade* e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Eclesiastes 2:11). *Compreendi que tudo era ilusão, diz a Nova Tradução na linguagem de Hoje

Enfado da carne. O estudo é muito importante. Todavia, “o muito estudar, enfado é da carne” (Ec12:12), disse o mesmo Salomão. Há muita vaidade na hora de fazer faculdade. Opta-se por cursos de nomes chiques que dão status. Algumas poucas profissões são disputadas e muitas outras desprezadas. Por isso, mesmo com diploma,  depois não  aparece a oportunidade. A menina que sonhava ser professora; estudou pra ser analista; acabou como balconista. E vemos a bravura do bombeiro se transformar na frustração do engenheiro. Quem pode estudar aproveite, mas não fique escravo dos livros porque aprender não tem fim “ e não há limites para fazer livros” (Ec 12:12).

Com o suor do rosto. Antes da queda, Deus sustentava o homem como a uma criança que precisa receber alimento na boca, mas depois do pecado sentenciou: “Maldita é a terra por causa de ti; com trabalho comerás dela todos os dias da sua vida... No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gn 3:17,19). Por isso, alguém chega a classificar o trabalho como um castigo de Deus. Entendam como queiram, mas sabemos que Deus é amor e reverteu sua sentença em algo enobrecedor e nunca deixou de ser o grande YAWEH JIREH – o Deus da provisão.

Profissão: Mulher, mãe e dona-de-casa. Lavar, passar, costurar, cozinhar, limpar, criar, educar, dar atenção ao marido, estar sempre bela. Qualquer homem esmorece frente ao serviço do lar, mas não são todos que reconhecem e valorizam suas esposas. Novamente aparece o conceito de castigo. Foi assim que a mulher foi punida no Éden: E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor (teu trabalho) e a tua conceição; com dor terá filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gn 3:16). Se isto é condenação por que o casamento é o dia mais e importante para uma mulher? Ter filhos é o que mais a realiza? E fazer da casa um lar, doando vida e dedicação lhe traz mais vitalidade? Merecidamente, as mulheres conquistaram seu espaço profissional. No entanto, tenho lido que muitas moças confessam que não pretendem seguir uma carreira - assumiram a condição de Amélia - porque não carecem de outra ocupação para se sentirem realizadas. Serão felizes edificando sua casa com sabedoria. Parabéns! Não há nada de errado nisso. Leia Provérbios 14:1.

Qual é o seu talento? Permita-me dar este exemplo: Dia destes, assisti com meus filhos uma animação da Tinker Bell (a Sininho) que contava a história de uma fadinha que desprezava o talento recebido ao nascer. Invejava as habilidades das outras fadas e procurava provar que poderia executar outros serviços. Atuando numa área que não a sua, mostrava-se toda atrapalhada e meteu-se em várias confusões. Ao voltar-se humilde para desempenhar a função para qual nasceu, conseguiu salvar a primavera e evitar uma catástrofe natural.

O sonho não acabou. O que será agora que cresceu? Descubra sua vocação e sua vida será extraordinária. Trabalho não é castigo é benção; não é competição é cooperação. Na hora de prestar vestibular ou decidir-se por uma carreira, não pergunte o que está dando mais dinheiro, consulte o seu coração. Tantos tiveram a coragem de lagar tudo e enfrentar a todos para seguir a carreira que lhe estava proposta. Ao realizarem o sonho de infância deixaram de ser mais um profissional naquela área e passaram fazer a diferença naquilo que eram talentosos. Todos somos bons em alguma coisa. A sociedade precisa do seu talento. Boa sorte! Bom serviço!

sábado, 14 de abril de 2012

Amanda Hrystina



1. Minha alma engrandece ao meu Salvador que para mim atentou,
E também meu espírito se alegra em Deus que me perdoou.
Redimida por Seu grande amor, minha alma louva a Deus;
Que no sangue preciosos do Redentor, lavou os pecados meus.


2. Sorte entre os remidos me concedeu Jesus, o meu Salvador;
Livre estou do pecado para servir a Deus com sincero amor.
Cristo converteu o meu coração com o Seu eterno poder;
E as trevas do mal também dissipou; agora eu posso ver.


3. Pela luz da Palavra vejo a senda que à glória conduz;
Forças receberei, virtude e saber e fé no Senhor Jesus.
Finalmente entrarei lá no céu para ver a face de Deus;
Oh! que felicidade Cristo me deu, pois vou habitar nos céus.

terça-feira, 13 de março de 2012

O pecado por um fio

“Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Eclesiastes 7:29).

‘Assim... eu sou uma futura organista, sempre respeitei muito a Palavra e as doutrinas. Hoje estou solteira, mas há alguns meses atrás estava namorando um jovem que é auxiliar (líder de jovens). Terminamos o namoro,  mas não conseguimos nos afastar. Mesmo sem estar namorando, quando dá certo, nos encontramos. Nos falamos todos os dias por telefone; algumas vezes ele se masturba do outro lado da linha e a mesma coisa eu. Eu tento parar mas quando ele pede eu não consigo recusar... Estou aflita com a situação, não sei se voltaremos a namorar e um dia nos casar. O desejo toma conta de nós, mas, mesmo assim, não saímos da casa do Senhor de maneira nenhuma. Será que estamos pecando quase todos os dias? Ainda nos resta salvação ? Por favor, sua opinião’. (nome preservado)

Correio secreto. Foi-se embora os tempos nos quais os namorados para amenizarem a saudade um do outro e exprimirem sentimentos secretos, escreviam cartinhas de amor. Junto com as palavras escritas, desenham corações e no lugar da assinatura: ele pingava uma gota do seu perfume; ela deixava a impressão dos seus lábios. Que sensação agradável, cheirar o papel ou beijar a marca de batom. Agora, na era do celular e da Internet, os namorados fazem mais do que declarações - praticam tele-sexo e sexo virtual.

Tele-sexo e sexo virtual é usar o telefone e a Internet, respectivamente, para conversar explicitamente sobre assuntos de cunho erótico com o objetivo de produzir excitação mútua, servindo de apelo sensual ou compensação para casais que estão distantes. Se o primeiro depende da audição, o segundo contempla a visão. Enquanto um depende da imaginação, o outro se vale da exibição. É um incremento à masturbação ou uma burla do ato sexual.

Dos males o menor. Essas formas contraídas do sexo, ou expandidas da masturbação, tornaram-se muito populares. Há que a defenda como maneira segura de satisfação sexual. “É o modo mais seguro de se fazer sexo, não se corre nenhum risco de contrair uma gravidez ou uma DST”, argumentam. Preservar a virgindade é outro fator que alicia as moças a tal prática. "Não nos expomos e nínguém fica sabendo de nada", reforçam. Mesmo que não haja contato físico, significa isso que não nada de errado em praticar estas modalidades? Ou que são moralmente certas?

O pecado por um fio. Tanto as emoções como as pressões com relação ao sexo, são especialmente fortes na juventude. Constitui um desafio para a mocidade “possuir o seu vaso (corpo) em santificação e honra” (1Ts 4:4). É fundamental para desenvolver um conceito saudável e equilibrado sobre o sexo que o indivíduo aprenda a lidar e controlar seus impulsos sexuais. Conversas excitantes e exibicionismo, no entanto, ensinam a dar vazão a tais impulsos. A Bíblia ensina que a intimidade sexual deve ser usufruída apenas por pessoas casadas. A mocidade está, portanto, driblando as regras do jogo (trapaceando), ao desfrutar destas emoções que não lhe são de direito e não lhe convém. Indo de encontro ao conselho bíblico:

“Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite[sexual] desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria” (Cl 3:5).

Namoro ou o quê? O que estão fazendo não tem outro nome senão telesexo. Primeiro vocês terão que definir que relação é esta – Estão namorando ou não? Esta indefinição não é própria dos filhos de Deus, pois a Palavra de Deus ordena: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (MT 5:37). Ao contrário nada dará certo ou irá bem na sua vida, porque: “O homem (ou mulher) de coração dobre [de duplo ânimo; vacilante entre dois sentimentos; indeciso; leviano] é inconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1:8).

‘A indecisão e a volubilidade são expressões da alma que, não só atrasam, como infelicitam a vida. O indivíduo que possui tais características será um eterno insatisfeito, manifestando inconstância em todas as situações. Somente a perseverança, a firmeza e o amor darão à pessoa uma diretriz segura, permitindo-lhe equilíbrio, otimismo e serenidade, em todas as circunstâncias que a vida se lhe apresente’ – Luiz R. da Cruz

Os manos pedem... O homem buscando satisfazer seus próprios interesses, egoisticamente, sempre forçará alguma situação. É como se fosse um teste. Mas veja a ironia: quando for se casar, decidirá por aquela que é “santinha” aos seus olhos. Quando a moça corresponde a todos os pedidos ou seduções do rapaz, ele começa a ter desconfianças a seu respeito e, por fim, acaba se desencantado dela. Pense nisso!

As minas ‘da’... Percebo o quanto está apaixonada. Seu amor e esperança que o namoro dê certo, a fazem ceder aos caprichos e vontades dele. Ele a tem quando quer. Você dá o que ele pede. Se assim é na indefinição, como será na confirmação? Bem sei que no fundo, você gostaria que ele te amasse, protegesse e confortasse, não que a usasse. Tome cuidado para não se desiludir. Essa inquietação que a está angustiando pode ser o princípio do processo de arrependimento.

A leviandade da paixão. A leviandade faz que muitos rompam e reatem o namoro constantemente. O leviano não assume o relacionamento, mas também não libera o parceiro; demonstra ciúmes, mas não expressa amor. O verdadeiro amor "não trata com leviandade, não é egoista, não se porta com indecência, não busca seus interesses, não suspeita mal" (1Co 13:4,5). 


A segurança do amor. Se ele realmente se importasse com você, a resguardaria e não a testava. Daria prova e não te colaria à prova. Sei que vale muito um amor, mas está na hora de você se dá mais valor. Mesmo que tenhas amor pra dar e vender, não pode amar pelos dois. Não busques mais estas ‘invenções’ porque bom mesmo é receber - e ser correspondida. Se andares no temor da Palavra e guardares os seus conselhos, breve Deus lhe preparará um amor verdadeiro. Terás a alegria e a segurança de dizer: “O meu amado é meu, e eu sou dele” (Ct 2:16).

São muitas invenções. As cartas de amor não são mais o meio de comunicação preferido entre os casais e pretendentes que se acham distantes um do outro. As inovações tecnológicas nos permitem invencionices pecadológicas. Seja por diversão; seja por profissão. Mesmo pessoas casadas aventuram-se nessas experiências e perguntam se é traição. As novidades e invenções humanas têm o propósito de burlar os preceitos divinos, para que não sintamos culpados ao infligirmos. Com quem acham que estão lhe dando? A quem pensam que estão enganando? Podem os intentos do homem contra os desígnos de Deus?

"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (1Jo 1:8)

Há só uma solução. Muita confusão tem havido quanto aos 'pecados virtuais'. Mas quem busca as mesmas conveniências do sexo, haverá também de esperar as mesmas consequências. Felizmente servimos um Deus invisível, porém verdadeiro, que dá perdão real para o pecado virtual.


"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1Jo 1:9)

Não é esta a proteção contra o sexo virtual, e sim a oração e vigilância


terça-feira, 6 de março de 2012

O direito de namorar (em paz)


'A Paz de Deus,
Bom, tenho a seguinte pergunta: Com os ensinamentos aprendemos que não podemos andar a sós com nossos namorados ou namoradas, e com isso acaba gerando algumas dúvidas. Não podemos sair e ter um tempo a sós?' (Bruna Carolina)

Claro que sim, Bruna! Não há nada de errado em desejar - e ter - um pouco de privacidade. É justo e necessário que os casais de namorados tenham momentos a sós. Quando o rapaz e a moça saem juntos, têm eles boa oportunidade para se conhecerem melhor. Além de desfrutarem da companhia um do outro e compartilharem afetos e atenção, as intenções de cada um será declarada, os planos para o futuro serão discutidos, e metas serão traçadas. Coisa que as formalidades e cortesias do início do namoro não permitem.

Relação de confiança. Os pais devem permitir que seus filhos saiam para se divertirem e namorarem. Por outro lado, os jovens, hão de compreender, que seus pais só lhes querem o bem. Não devem, portanto, se irritarem com as regras impostas por eles. Antes, é sábio ouvirem os conselhos e corresponder à confiança deles (Pv 10:1). Se o formalismo das apresentações e do ambiente familiar pode ser deixado um pouco de lado quando saem juntos, os princípios familiares e cristãos, não. Você é valiosa para seus pais. Diz a Bíblia: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são seus pais” (Pv 17:6). É com este zêlo que tua mãe te aconselha e que teu pai te censura. Medite também em Efésios 6:1-4.

Conselho de mãe. As mulheres de modo geral são muito intuitivas. Assim não é nada prudente desconsiderar os avisos de sua mãe. Mesmo que estiver sol, leve o guarda-chuva se tua mãe mandar. O que quero dizer é: “não desprezes a instrução de tua mãe. Porque diadema de graça serão para tua cabeça, e colares para o teu pescoço.” (Pv 1:8-9). O rei Lemuel dispunha de muitos conselheiros, mas foram os conselhos de sua mãe que fizeram dele um excelente governante (Pv 31-1-9).

Conselho de pai. É com preocupação de pai, que os ministros da igreja estabeleceram alguns ensinamentos (regras de conduta). Quando os ensinamentos orientam para não ‘andar a sós’, é um conselho para os namorados não se isolarem ao saírem juntos. A intenção é prevenir que a mocidade se coloque em situações ou ambientes que possam criar condições propícias para o pecado. Se a mocidade respeita certas regras sociais de etiqueta no namoro para ter boa imagem, haverá também de guardar os ensinamentos da igreja e os conselhos da palavra de Deus para preservarem a integridade cristã e conservar puro o seu caminho (Sl 119:9).

A voz do meu amado. Sulamita foi convidada por seu namorado a passear com ele no bosque, para que pudessem apreciar juntos o desabrochar das flores e outras belezas do início da primavera (Ct 2:10-13). O passeio parecia ser muito agradável. Mas era tão romântico quanto perigoso. Ao aceitar o convite que parecia irrecusável, Sulamita cometeu dois erros: Ir a sós para um local afastado e isolado; Abandonar sua tarefa de guardar a vinha até ao meio-dia. Talvez sejam os motivos por que seus irmãos se indignaram contra ela e como castigo a fizeram trabalhar, ao sol, o restante do dia (Ct 1:6). Algumas vezes, enquanto a voz do teu amado diz: “Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10); A voz de QUEM te ama diz: Não vá.

No escurinho do cinema. Os casais de namorados costumam ser criativos também. Certa vez fomos em grupo passear num shopping. Não podia compreender como num lugar com tantas atrações, um casal de namorados preferiu ver um filme horrível que já estava saindo de cartaz. Quando terminou, vi que foram os únicos que assistiram à sessão. Então percebi o quanto fui ingênuo e entendi porque fizeram questão de ver um filme de pouca bilheteria.

Direito e certo. Para terminar, use bem o direito de ficar a sós com o namorado. Sim, temos o direito ao namoro e a responsabilidade de usar corretamente esta liberdade. Sempre que sair:

- Mantenha a conversa em nível edificante;
- Não beba. Sob o efeito do álcool, as pessoas perdem a inibição e o discernimento;
- Vista-se com modéstia para que suas roupas e decotes não insinuem algo que não queira;
- Evite situações que possam levar a agarramentos e toques sexualmente estimulantes;
- Ouça os conselhos e respeite os ensinamentos;
- Obedeça as regras colocadas por seus pais, como chegar na hora combinada;
- Façam atividades que não os isolem dos outros;
- Não permita que ele, com pretexto de ‘conversar’, estacione o carro em local ermo;
- Não se esqueça de que: "Somos jóias preciosas da coroa do Senhor";
- Lembre-se: Ao Senhor, agradeçamos o direito ao namoro com um namoro direito. Assim teremos paz no relacionamento e no coração.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Libras uma linguagem edificante


Linguaguens edificantes - 2ª Parte

Leitura Bíblica contextuada: 1Corintios 9

19. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
20. E Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
21. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei, para ganhar os que estão sem lei.
22.Fiz-me fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
… E Fiz-me intérprete de libras, para evangelizar os que não ouvem nem falam, para ganhar a estes.
23. Eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

Introdução: A inserção feita no texto é para demonstrar que a Linguagem Brasileira de Sinais – Libras é uma poderosa ferramenta na evangelização e discipulado dos surdos-mudos. Aprendê-la é amar o próximo rendendo-se à vocação para um sublime ministério.

Cinco vale mais que dez mil. Uma frase inteligível instrui e edifica a igreja mais que um longo sermão em linguagem não compreendida. Fazer inteligível o que se diz ao surdo e dar voz ao mudo é a honrosa missão dos intérpretes de libras. Paulo não se engrandecia por falar línguas, antes disse: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em línguas desconhecidas” (1Co 14:18,19).

Como que falando ao ar. Se o emissor não se faz entender, e o receptor não compreende a mensagem, as palavras são jogadas ao vento (v.9). A comunicação fica prejudicada, ou não existe (v.7,8,). Não há feedback (resposta, retorno). É o que está dizendo o versículo 16: “Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar do indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?”. Que proveito há nisso? (v.6).

Quem não se comunica… Quem não decodifica a mensagem “ocupa o lugar do indouto”. Como o irmão surdo não me ouve, também não entendo os seus sinais. O resultado é a marginalização da minoria: “Se não houver intérprete esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo e com Deus” (v.28). Todavia isto não edifica, opostamente, somos exortados: “Faça tudo para edificação” (v.26 ); para tanto a Palavra ordena: “Haja intérprete” (v.27).

Fiz-me intérprete. Muitos irmãos e irmãs, entre eles muitos jovens, seguindo o conselho de São Paulo – “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja” (v.12) – tem se dedicado a aprender a Libras. Na humildade, a atitude destes tornou-se mais eloqüente que suas palavras. Logo a CCB será a igreja com maior número de intérpretes em Libras e voltará a ser, em novo sentido, a ‘Igreja dos Sinais’.

Conclusão. A linguagem brasileira de sinais possibilitou a evangelização, o discipulado e a integração dos deficientes auditivos. Já não somos bárbaros uns com os outros, graças aos intérpretes nas igrejas.

Reflexão. Os intérpretes da Libras não falam em línguas estranhas nem as interpretam; mas possuem o ‘dom mais excelente’ – a caridade.

Linguagens edificantes e seus interpretes.



Verso áureo: “Porque a um pelo Espírito é dada… a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (1Co 12:10b).

Introdução. O capítulo 14 da primeira carta aos Corintios é o texto em que o Apóstolo Paulo doutrina a igreja com relação ao dom de falar em novas e variadas línguas, também alerta para a necessidade de intérpretes. Creio por que a Bíblia diz, porém jamais soube de alguém a quem foi dada a interpretação das línguas. Assim, faço homenagem aos intérpretes de uma linguagem que tem se mostrado útil e trazido muita edificação para a igreja. Falo da Linguagem Brasileira de Sinais – Libras.

O sentido da voz. Por quê existe a linguagem? Para que as pessoas se comuniquem. Sem comunicação não há associação, e sem sociedade não há civilização. Com este raciocínio o autor da carta escreve: “Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim” (v.11).

Variedades de línguas. A comunicação é feita de muitas formas; a fala é somente uma delas. Uma mensagem pode ser transmitida por códigos, cores, sons, imagens e sinais. Reforça a Bíblia: “Há, por exemplo, tanta espécie de vozes (linguagem) no mundo, e nenhuma delas é sem significação” (v.10). O próprio Deus fala aos homens de muitas maneiras (Hb 1:1); quando usa a voz das pessoas, fala com a igreja em revelação pela palavra da ciência, profecia e doutrina (v.6), e por meio de línguas estranhas fala de mistérios (v.2).

Quem tem ouvidos ouça. Comparo, às vezes, o dom de línguas com as parábolas do Senhor Jesus; mistérios são ditos à igreja, porém “ouvindo, não ouvem nem compreende” (Mt 13:13). Quando falo em línguas, sinto meu espírito fortalecido, pois “O que fala línguas estranhas edifica-se a si mesmo” (v.4) e ânsia de compartilhar com o meu irmão ao lado, porém eu mesmo não sei o que estou dizendo, “porque se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (v.14).

O convite de amor. Eu fico sem compreensão; a igreja sem edificação. Isto não é uma punição e sim um convite amoroso do Pai para que O busquemos em Espírito e tenhamos um encontro íntimo e poderoso e passemos a falar e orar não só em sentimento, mas no entendimento (v.15). O Senhor quer revelar seus mistérios à igreja, por isso nos exorta: “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar” (v.13); “…para que a igreja receba edificação” (v.5).

Conclusão: Para que as linguagens dadas pelo Espírito Santo sejam edificantes, é necessário haver intérpretes que as traduzam para a igreja.