terça-feira, 13 de março de 2012

O pecado por um fio

“Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções” (Eclesiastes 7:29).

‘Assim... eu sou uma futura organista, sempre respeitei muito a Palavra e as doutrinas. Hoje estou solteira, mas há alguns meses atrás estava namorando um jovem que é auxiliar (líder de jovens). Terminamos o namoro,  mas não conseguimos nos afastar. Mesmo sem estar namorando, quando dá certo, nos encontramos. Nos falamos todos os dias por telefone; algumas vezes ele se masturba do outro lado da linha e a mesma coisa eu. Eu tento parar mas quando ele pede eu não consigo recusar... Estou aflita com a situação, não sei se voltaremos a namorar e um dia nos casar. O desejo toma conta de nós, mas, mesmo assim, não saímos da casa do Senhor de maneira nenhuma. Será que estamos pecando quase todos os dias? Ainda nos resta salvação ? Por favor, sua opinião’. (nome preservado)

Correio secreto. Foi-se embora os tempos nos quais os namorados para amenizarem a saudade um do outro e exprimirem sentimentos secretos, escreviam cartinhas de amor. Junto com as palavras escritas, desenham corações e no lugar da assinatura: ele pingava uma gota do seu perfume; ela deixava a impressão dos seus lábios. Que sensação agradável, cheirar o papel ou beijar a marca de batom. Agora, na era do celular e da Internet, os namorados fazem mais do que declarações - praticam tele-sexo e sexo virtual.

Tele-sexo e sexo virtual é usar o telefone e a Internet, respectivamente, para conversar explicitamente sobre assuntos de cunho erótico com o objetivo de produzir excitação mútua, servindo de apelo sensual ou compensação para casais que estão distantes. Se o primeiro depende da audição, o segundo contempla a visão. Enquanto um depende da imaginação, o outro se vale da exibição. É um incremento à masturbação ou uma burla do ato sexual.

Dos males o menor. Essas formas contraídas do sexo, ou expandidas da masturbação, tornaram-se muito populares. Há que a defenda como maneira segura de satisfação sexual. “É o modo mais seguro de se fazer sexo, não se corre nenhum risco de contrair uma gravidez ou uma DST”, argumentam. Preservar a virgindade é outro fator que alicia as moças a tal prática. "Não nos expomos e nínguém fica sabendo de nada", reforçam. Mesmo que não haja contato físico, significa isso que não nada de errado em praticar estas modalidades? Ou que são moralmente certas?

O pecado por um fio. Tanto as emoções como as pressões com relação ao sexo, são especialmente fortes na juventude. Constitui um desafio para a mocidade “possuir o seu vaso (corpo) em santificação e honra” (1Ts 4:4). É fundamental para desenvolver um conceito saudável e equilibrado sobre o sexo que o indivíduo aprenda a lidar e controlar seus impulsos sexuais. Conversas excitantes e exibicionismo, no entanto, ensinam a dar vazão a tais impulsos. A Bíblia ensina que a intimidade sexual deve ser usufruída apenas por pessoas casadas. A mocidade está, portanto, driblando as regras do jogo (trapaceando), ao desfrutar destas emoções que não lhe são de direito e não lhe convém. Indo de encontro ao conselho bíblico:

“Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite[sexual] desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria” (Cl 3:5).

Namoro ou o quê? O que estão fazendo não tem outro nome senão telesexo. Primeiro vocês terão que definir que relação é esta – Estão namorando ou não? Esta indefinição não é própria dos filhos de Deus, pois a Palavra de Deus ordena: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (MT 5:37). Ao contrário nada dará certo ou irá bem na sua vida, porque: “O homem (ou mulher) de coração dobre [de duplo ânimo; vacilante entre dois sentimentos; indeciso; leviano] é inconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1:8).

‘A indecisão e a volubilidade são expressões da alma que, não só atrasam, como infelicitam a vida. O indivíduo que possui tais características será um eterno insatisfeito, manifestando inconstância em todas as situações. Somente a perseverança, a firmeza e o amor darão à pessoa uma diretriz segura, permitindo-lhe equilíbrio, otimismo e serenidade, em todas as circunstâncias que a vida se lhe apresente’ – Luiz R. da Cruz

Os manos pedem... O homem buscando satisfazer seus próprios interesses, egoisticamente, sempre forçará alguma situação. É como se fosse um teste. Mas veja a ironia: quando for se casar, decidirá por aquela que é “santinha” aos seus olhos. Quando a moça corresponde a todos os pedidos ou seduções do rapaz, ele começa a ter desconfianças a seu respeito e, por fim, acaba se desencantado dela. Pense nisso!

As minas ‘da’... Percebo o quanto está apaixonada. Seu amor e esperança que o namoro dê certo, a fazem ceder aos caprichos e vontades dele. Ele a tem quando quer. Você dá o que ele pede. Se assim é na indefinição, como será na confirmação? Bem sei que no fundo, você gostaria que ele te amasse, protegesse e confortasse, não que a usasse. Tome cuidado para não se desiludir. Essa inquietação que a está angustiando pode ser o princípio do processo de arrependimento.

A leviandade da paixão. A leviandade faz que muitos rompam e reatem o namoro constantemente. O leviano não assume o relacionamento, mas também não libera o parceiro; demonstra ciúmes, mas não expressa amor. O verdadeiro amor "não trata com leviandade, não é egoista, não se porta com indecência, não busca seus interesses, não suspeita mal" (1Co 13:4,5). 


A segurança do amor. Se ele realmente se importasse com você, a resguardaria e não a testava. Daria prova e não te colaria à prova. Sei que vale muito um amor, mas está na hora de você se dá mais valor. Mesmo que tenhas amor pra dar e vender, não pode amar pelos dois. Não busques mais estas ‘invenções’ porque bom mesmo é receber - e ser correspondida. Se andares no temor da Palavra e guardares os seus conselhos, breve Deus lhe preparará um amor verdadeiro. Terás a alegria e a segurança de dizer: “O meu amado é meu, e eu sou dele” (Ct 2:16).

São muitas invenções. As cartas de amor não são mais o meio de comunicação preferido entre os casais e pretendentes que se acham distantes um do outro. As inovações tecnológicas nos permitem invencionices pecadológicas. Seja por diversão; seja por profissão. Mesmo pessoas casadas aventuram-se nessas experiências e perguntam se é traição. As novidades e invenções humanas têm o propósito de burlar os preceitos divinos, para que não sintamos culpados ao infligirmos. Com quem acham que estão lhe dando? A quem pensam que estão enganando? Podem os intentos do homem contra os desígnos de Deus?

"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (1Jo 1:8)

Há só uma solução. Muita confusão tem havido quanto aos 'pecados virtuais'. Mas quem busca as mesmas conveniências do sexo, haverá também de esperar as mesmas consequências. Felizmente servimos um Deus invisível, porém verdadeiro, que dá perdão real para o pecado virtual.


"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1Jo 1:9)

Não é esta a proteção contra o sexo virtual, e sim a oração e vigilância


terça-feira, 6 de março de 2012

O direito de namorar (em paz)


'A Paz de Deus,
Bom, tenho a seguinte pergunta: Com os ensinamentos aprendemos que não podemos andar a sós com nossos namorados ou namoradas, e com isso acaba gerando algumas dúvidas. Não podemos sair e ter um tempo a sós?' (Bruna Carolina)

Claro que sim, Bruna! Não há nada de errado em desejar - e ter - um pouco de privacidade. É justo e necessário que os casais de namorados tenham momentos a sós. Quando o rapaz e a moça saem juntos, têm eles boa oportunidade para se conhecerem melhor. Além de desfrutarem da companhia um do outro e compartilharem afetos e atenção, as intenções de cada um será declarada, os planos para o futuro serão discutidos, e metas serão traçadas. Coisa que as formalidades e cortesias do início do namoro não permitem.

Relação de confiança. Os pais devem permitir que seus filhos saiam para se divertirem e namorarem. Por outro lado, os jovens, hão de compreender, que seus pais só lhes querem o bem. Não devem, portanto, se irritarem com as regras impostas por eles. Antes, é sábio ouvirem os conselhos e corresponder à confiança deles (Pv 10:1). Se o formalismo das apresentações e do ambiente familiar pode ser deixado um pouco de lado quando saem juntos, os princípios familiares e cristãos, não. Você é valiosa para seus pais. Diz a Bíblia: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são seus pais” (Pv 17:6). É com este zêlo que tua mãe te aconselha e que teu pai te censura. Medite também em Efésios 6:1-4.

Conselho de mãe. As mulheres de modo geral são muito intuitivas. Assim não é nada prudente desconsiderar os avisos de sua mãe. Mesmo que estiver sol, leve o guarda-chuva se tua mãe mandar. O que quero dizer é: “não desprezes a instrução de tua mãe. Porque diadema de graça serão para tua cabeça, e colares para o teu pescoço.” (Pv 1:8-9). O rei Lemuel dispunha de muitos conselheiros, mas foram os conselhos de sua mãe que fizeram dele um excelente governante (Pv 31-1-9).

Conselho de pai. É com preocupação de pai, que os ministros da igreja estabeleceram alguns ensinamentos (regras de conduta). Quando os ensinamentos orientam para não ‘andar a sós’, é um conselho para os namorados não se isolarem ao saírem juntos. A intenção é prevenir que a mocidade se coloque em situações ou ambientes que possam criar condições propícias para o pecado. Se a mocidade respeita certas regras sociais de etiqueta no namoro para ter boa imagem, haverá também de guardar os ensinamentos da igreja e os conselhos da palavra de Deus para preservarem a integridade cristã e conservar puro o seu caminho (Sl 119:9).

A voz do meu amado. Sulamita foi convidada por seu namorado a passear com ele no bosque, para que pudessem apreciar juntos o desabrochar das flores e outras belezas do início da primavera (Ct 2:10-13). O passeio parecia ser muito agradável. Mas era tão romântico quanto perigoso. Ao aceitar o convite que parecia irrecusável, Sulamita cometeu dois erros: Ir a sós para um local afastado e isolado; Abandonar sua tarefa de guardar a vinha até ao meio-dia. Talvez sejam os motivos por que seus irmãos se indignaram contra ela e como castigo a fizeram trabalhar, ao sol, o restante do dia (Ct 1:6). Algumas vezes, enquanto a voz do teu amado diz: “Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10); A voz de QUEM te ama diz: Não vá.

No escurinho do cinema. Os casais de namorados costumam ser criativos também. Certa vez fomos em grupo passear num shopping. Não podia compreender como num lugar com tantas atrações, um casal de namorados preferiu ver um filme horrível que já estava saindo de cartaz. Quando terminou, vi que foram os únicos que assistiram à sessão. Então percebi o quanto fui ingênuo e entendi porque fizeram questão de ver um filme de pouca bilheteria.

Direito e certo. Para terminar, use bem o direito de ficar a sós com o namorado. Sim, temos o direito ao namoro e a responsabilidade de usar corretamente esta liberdade. Sempre que sair:

- Mantenha a conversa em nível edificante;
- Não beba. Sob o efeito do álcool, as pessoas perdem a inibição e o discernimento;
- Vista-se com modéstia para que suas roupas e decotes não insinuem algo que não queira;
- Evite situações que possam levar a agarramentos e toques sexualmente estimulantes;
- Ouça os conselhos e respeite os ensinamentos;
- Obedeça as regras colocadas por seus pais, como chegar na hora combinada;
- Façam atividades que não os isolem dos outros;
- Não permita que ele, com pretexto de ‘conversar’, estacione o carro em local ermo;
- Não se esqueça de que: "Somos jóias preciosas da coroa do Senhor";
- Lembre-se: Ao Senhor, agradeçamos o direito ao namoro com um namoro direito. Assim teremos paz no relacionamento e no coração.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Libras uma linguagem edificante


Linguaguens edificantes - 2ª Parte

Leitura Bíblica contextuada: 1Corintios 9

19. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
20. E Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
21. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei, para ganhar os que estão sem lei.
22.Fiz-me fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
… E Fiz-me intérprete de libras, para evangelizar os que não ouvem nem falam, para ganhar a estes.
23. Eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

Introdução: A inserção feita no texto é para demonstrar que a Linguagem Brasileira de Sinais – Libras é uma poderosa ferramenta na evangelização e discipulado dos surdos-mudos. Aprendê-la é amar o próximo rendendo-se à vocação para um sublime ministério.

Cinco vale mais que dez mil. Uma frase inteligível instrui e edifica a igreja mais que um longo sermão em linguagem não compreendida. Fazer inteligível o que se diz ao surdo e dar voz ao mudo é a honrosa missão dos intérpretes de libras. Paulo não se engrandecia por falar línguas, antes disse: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em línguas desconhecidas” (1Co 14:18,19).

Como que falando ao ar. Se o emissor não se faz entender, e o receptor não compreende a mensagem, as palavras são jogadas ao vento (v.9). A comunicação fica prejudicada, ou não existe (v.7,8,). Não há feedback (resposta, retorno). É o que está dizendo o versículo 16: “Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar do indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?”. Que proveito há nisso? (v.6).

Quem não se comunica… Quem não decodifica a mensagem “ocupa o lugar do indouto”. Como o irmão surdo não me ouve, também não entendo os seus sinais. O resultado é a marginalização da minoria: “Se não houver intérprete esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo e com Deus” (v.28). Todavia isto não edifica, opostamente, somos exortados: “Faça tudo para edificação” (v.26 ); para tanto a Palavra ordena: “Haja intérprete” (v.27).

Fiz-me intérprete. Muitos irmãos e irmãs, entre eles muitos jovens, seguindo o conselho de São Paulo – “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja” (v.12) – tem se dedicado a aprender a Libras. Na humildade, a atitude destes tornou-se mais eloqüente que suas palavras. Logo a CCB será a igreja com maior número de intérpretes em Libras e voltará a ser, em novo sentido, a ‘Igreja dos Sinais’.

Conclusão. A linguagem brasileira de sinais possibilitou a evangelização, o discipulado e a integração dos deficientes auditivos. Já não somos bárbaros uns com os outros, graças aos intérpretes nas igrejas.

Reflexão. Os intérpretes da Libras não falam em línguas estranhas nem as interpretam; mas possuem o ‘dom mais excelente’ – a caridade.

Linguagens edificantes e seus interpretes.



Verso áureo: “Porque a um pelo Espírito é dada… a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (1Co 12:10b).

Introdução. O capítulo 14 da primeira carta aos Corintios é o texto em que o Apóstolo Paulo doutrina a igreja com relação ao dom de falar em novas e variadas línguas, também alerta para a necessidade de intérpretes. Creio por que a Bíblia diz, porém jamais soube de alguém a quem foi dada a interpretação das línguas. Assim, faço homenagem aos intérpretes de uma linguagem que tem se mostrado útil e trazido muita edificação para a igreja. Falo da Linguagem Brasileira de Sinais – Libras.

O sentido da voz. Por quê existe a linguagem? Para que as pessoas se comuniquem. Sem comunicação não há associação, e sem sociedade não há civilização. Com este raciocínio o autor da carta escreve: “Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim” (v.11).

Variedades de línguas. A comunicação é feita de muitas formas; a fala é somente uma delas. Uma mensagem pode ser transmitida por códigos, cores, sons, imagens e sinais. Reforça a Bíblia: “Há, por exemplo, tanta espécie de vozes (linguagem) no mundo, e nenhuma delas é sem significação” (v.10). O próprio Deus fala aos homens de muitas maneiras (Hb 1:1); quando usa a voz das pessoas, fala com a igreja em revelação pela palavra da ciência, profecia e doutrina (v.6), e por meio de línguas estranhas fala de mistérios (v.2).

Quem tem ouvidos ouça. Comparo, às vezes, o dom de línguas com as parábolas do Senhor Jesus; mistérios são ditos à igreja, porém “ouvindo, não ouvem nem compreende” (Mt 13:13). Quando falo em línguas, sinto meu espírito fortalecido, pois “O que fala línguas estranhas edifica-se a si mesmo” (v.4) e ânsia de compartilhar com o meu irmão ao lado, porém eu mesmo não sei o que estou dizendo, “porque se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (v.14).

O convite de amor. Eu fico sem compreensão; a igreja sem edificação. Isto não é uma punição e sim um convite amoroso do Pai para que O busquemos em Espírito e tenhamos um encontro íntimo e poderoso e passemos a falar e orar não só em sentimento, mas no entendimento (v.15). O Senhor quer revelar seus mistérios à igreja, por isso nos exorta: “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar” (v.13); “…para que a igreja receba edificação” (v.5).

Conclusão: Para que as linguagens dadas pelo Espírito Santo sejam edificantes, é necessário haver intérpretes que as traduzam para a igreja.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Entre o amor e a fé

Imagine-se, num trem com a pessoa amada, feliz por estar realizando a viagem de seus sonhos. Mas a bordo lhe é revelado que o destino é outro. Seu par lhe pede para seguir com ele numa viagem sem volta. Tem casa, emprego e família o esperando. O que você faria? Por amor seguiria com ele? Ou desceria na próxima estação mesmo que isto significaria o fim dos projetos de ambos?

“Por acaso, duas pessoas viajam juntas, sem terem combinado antes?” (Amós 3:3 NTLH).

Hora da decisão. Pode ser assim que se sintam as pessoas que embarcaram num casamento com jugo desigual. Durante ou pouco depois da lua-de-mel, descobrem que seus planos terão que ser refeitos ou mesmo cancelados.  A pessoa se vê então diante de uma encruzilhada, e surge o dilema de qual caminho seguir. Precisa decidir entre o amor e a fé.

Jugo desigual? O termo é usado para expressar as diferenças abismais, conflitantes e confrontantes, sejam elas: temperamentais; culturais; raciais; sociais; conceituais; etárias; ideológicas, entre duas pessoas que inviabilizem uma sociedade ou casamento entre elas. A expressão é comumente utilizada pelas comunidades eclesiais para referirem ao casamento de um membro com uma pessoa de outra religião, ou mesmo de outra denominação. Baseiam-se no verso áureo: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis” (2Co 6:14).

O que é jugo? É a canga de bois. Artefato que atrelava um animal ao outro e ao temão do arado, distribuindo igualmente a carga ou fardo. Quando desalinhado, desajustado ou desigual, provocava sobrecarga em um e lesões em ambos. No casamento, os cônjuges estão atrelados e devem caminhar lado-a-lado, com os mesmos propósitos e ideais. O manquejar de um levará ao descompasso do outro. A mulher foi criada para ser adjutora (estar lado) do homem (Gn 2:18). Por isso a comparação.

O ‘julgo’ eclesial. Vezes acontece de um rapaz ou moça de um grupo eclesial se apaixonar por uma pessoa de outra religião, ou como é mais comum, de outra denominação. Junto com o namoro começam os olhares tortos, o julgo (julgamento) eclesial, de seus irmãos de fé que não simpatizam com a união. Passa a ser visto como a ovelha-negra do rebanho. Ao tomar este trem, dizem que ele próprio está saindo dos trilhos.

Cruz! Credo! É tão difícil um casal de diferentes credos viverem bem? Infelizmente, sim. Ao mesmo tempo em que as religiões são fascinantes, são confrontantes. Quando as igrejas são compatíveis em credo, os costumes são diferentes. Respeitar a religião alheia é uma coisa; conviver em harmonia, vinte e quetro horas por dia, é outra. Você pode até suportar as dietas alimentares ou aceitar a ausência de seu cônjuge em algumas festividades. Mas ficaria passível ao ver seu filho morrendo e ele (cônjuge) interferindo no trabalho médico, impedindo uma transfusão de sangue ou órgãos? Permitiria que seu dinheiro fosse administrado por um patriarca? Como reagiria ao descobrir que quem mandará na sua casa é sua sogra como é o costume de algumas religiões?

Evangelho x religião. Muito tenho a falar sobre jugo desigual. Este texto mal serviu de introdução ao tema, mas posso garantir que a Bíblia não é a culpada dessa confusão toda e que o Evangelho não advoga a favor de qualquer placa denominacional. Nossas interpretações que o são. Ou seja, em certos casos, o julgo eclesial é o promotor do jugo desigual. Por isso: 'Eu reprovo a religião porque ela fragmenta os homens, enquanto que o evangelho unifica as pessoas. A religião sempre foi um dos maiores fenômenos que fragmentou ou dividiu pessoas na história humana. O evangelho por sua vez, sempre visou a unidade mesmo em meio as diversidades (diferenças humanas) através do espírito de amor e serviço manifestados em Cristo Jesus. Eu reprovo a religião... Enquanto amo, cada dia mais, o Evangelho de Cristo Jesus' (Li no Blog da Regina Farias).

Religião não se discute. Ao contrário desta máxima popular, devemos discutir sim. Bem posso respeitar a religião do outro, porém, debaixo do meu telhado não haverei de concordar que minha fé seja acareada. Não quero alguém que tolere, mas compartilhe de minha adoração. Quem estiver passando por isso, não deixe a conversa para depois. Resolvam tudo primeiro ou, por acaso, “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3). Pouquíssimas são as pessoas que conseguem conciliar seus diferentes credos e viver bem a relação. A maioria acaba, numa ou noutra estação, saltando do trem.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Namorados que se masturbam cometem fornicação?


ApdD...td bem? Meu nome é...(Preservado), tenho dúvidas sobre a minha relação com o meu namorado. Já namoramos há 2 anos. No começo eu não era batizada e a gente dormia juntos e tudo mais. Mas agora eu batizei e sei que não posso mais fazer sexo com ele. Meu namorado foi criado na graça, mas ainda não é batizado. Minha dúvida é a respeito de até onde eu posso chegar, mas ninguém explica nada para a gente. O que estou querendo dizer é que quando nós transávamos antes do batismo, ocorriam vários carinhos, entre eles, carícias orais e algo do tipo. Isto pode ser feito antes do casamento? Eu posso fazer estes carinhos em meu namorado agora depois de batizada? Quando estamos juntos geralmente a coisa esquenta... daí respiramos fundo e saímos um para cada canto. Mas um dia desses, quando eu cai na real, já tinha masturbado ele e ele a mim. E agora? Tô muito confusa! Não seu se isso é permitido. Masturbação é fornicação? Desde já agradeço e espero resposta... =)

Quem vê cara, não imagina o que faz a mão. Se a masturbação praticada a um já rende tanta polêmica (e um post), quanto mais feita a dois. O ato que trouxe ao adolescente o conhecimento do próprio corpo, agora faz o jovem descobrir o sexo do outro. Isto está mais comum do que se possa imaginar. E tem quem seja mais direto e pede pra mostrar. Há alguma explicação para esta mudança de comportamento? Namorados que se masturbam foram longe demais? Pararam a tempo de evitar ou isto já é fornicação? As respostas todos querem saber, mas as perguntas poucos têm coragem de fazer?

Falhas na comunicação. Na Bíblia, nenhum assunto é proibido, mas na igreja parece que sim. Os jovens recebem muita informação lá fora, e pouca orientação aqui dentro. Como os cooperadores não são educadores (salvo exceções), falta-lhes habilidade, linguagem e ambiente. Assuntos sérios e urgentes não têm a devida abordagem. São tratados com muito superficialismo e não é dada abertura para a mocidade se pronunciar. Uma conversa franca onde se sintam à vontade para confidências e perguntas, muitas vezes, só é possível em canais como este. Lamentável!

Categorias de namoro. Antigamente costumávamos classificar o namoro como santo e escandaloso. Os ensinamentos eram rígidos e os anciães severos. Época em que tudo era proibido. Quando ficar conversando no portão de casa, rendia uma enorme bronca; e na porta da escola, um belo castigo. Um selinho em público era motivo de escândalo. Se o critério usado ontem fosse aplicado hoje, qualquer namoro seria considerado escandaloso e passível de repreensão.

Mudança de hábito. Hoje o namoro não sofre tanta interferência dos pais ou pressão da igreja. Se a vigilância e rigor diminuíram, não é de se estranhar que esta maior liberdade permitiu maior intimidade. Os dias atuais trouxeram nova acepção de idéias, relacionamento e atitude. Por isso, observamos grande adesão da mocidade aos padrões atuais da sociedade, esquecendo que a liberdade cristã é oposta ao costume dos gentios. 

Coletividade e individualidade. Verificamos que ocorreu uma enorme mudança de conceito em um período muito curto. E concluímos que há uma relação entre o comportamento do indivíduo e o pensamento do coletivo – A secularização da igreja resulta em mornidão espiritual do crente. A rápida flexibilização dos costumes, no passar desses anos, deixou lacunas e questões não respondidas. A pergunta que faz é comum a toda a mocidade: Minha dúvida é a respeito até onde posso chegar?

Até onde se pode ir? Um certo grau de intimidade faz parte e faz bem. Já escrevi que ‘os toques e carinhos do namoro devolvem, aos jovens, a auto-estima que as espinhas e mudanças vocais lhes roubaram na puberdade’. Quando estamos com alguém que gostamos, nossos sentidos se voltam apenas para a situação. É difícil controlar as emoções e considerar quando nossa intimidade está se tornando obscena. Mesmo porque nosso julgamento está mais tolerante por causa do relativismo moral, e os padrões de certo e errado variam de pessoa para pessoa. Caberá a cada casal dentro dos seus princípios, determinarem os limites e encontar um ponto de equilíbrio. Talvez a reflexão esteja começando errada. Ao invés de perguntarmos: Até onde posso chegar? Perguntemos: Como posso honrar a Deus no meu namoro?

 “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação, que vos abstenhais da fornicação; Que cada um saiba possuir o seu corpo em santificação e honra” (1Ts 4:3,4)

Um abismo chama outro abismo. Cada vez que nos permitimos certas intimidades, caminhamos casas no jogo da sedução, avançando degraus abaixo rumo ao poço da fornicação. Uma carícia abre caminho para outra. Certa irmãzinha, com intenção de evitar a fornicação, tinha por método masturbar o namorado para acalmá-lo. Num dos encontros, quando se deu conta, tinha praticado sexo oral.

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá a luz ao pecado; e o pecado sendo consumado, gera a morte” (Tg 1:14,15)

Tudo por amor. É tão bom estar com a pessoa amada e sentir-se desejado e atraente é realmente gratificante. Em nome do amor, muitos se justificam por ter chegado a tal ponto. O encantamento e a confiança adquirida fazem, rapaz e moça, se inflamarem em sensualidade. Tais afetos costumam ser o termômetro da relação, mas serão indicadores do verdadeiro amor?

Quando a gente ama é claro que a gente casa. A intimidade no namoro e o sexo propriamente dito, são vistos por muitos, como prova de amor.  Para estes que a presença do sexo comprova amor; sua ausência o põe à prova. Quando um decide caminhar em santidade, muitas vezes, é deixado pelo outro porque já teve seus anseios satisfeitos. O namoro não passava de mera atração física ou entretenimento. A Bíblia diz que a atitude varonil digna quando se ama de verdade é pedir a moça em casamento (1Co 7:36). Esta é a verdadeira prova de amor.

“Mas, se alguém diz que ama e trata dignamente a sua namorada; (...) não pequem, casem-se” (1Co 7:36 contextuado)

A masturbação é fornicação? Não! Ela pode ser o trampolim que impulsionará e arremessará no lamaçal da fornicação. Tudo o que, deliberadamente, se faz para provocar excitação no parceiro, antes do casamento, é considerado LASCÍVIA. Lascívia é uma obra da carne (Gl 5:18) que macula o testemunho cristão e traz prejuízos para vida espiritual - “Porque a carne combate contra o Espírito” (v.17a). Exibicionismo; strip-tease; ‘fazer nas coxas’; carícias orais nas zonas erógenas; tudo isto é comportamento lascivo e nada disso pode ser feito pré-nupcialmente.

“Amados,peço-vos, que abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que glorifiquem a Deus pelas obras que em vós observem” (1Pe 2:11)

Consciência pesada. Quando ficamos pensativos é sinal que O Espírito Santo não se apartou de nós. O sentimento de preocupação é a nossa consciência nos acusando, pois como a carne combate contra o espírito, também “o Espírito combate contra a carne” (v.17b). Aquela moça que mencionei, quando uma ferida saiu em sua boca, ela relacionou ao que tinha feito, pegou nojo do namorado e terminou com ele. Um colega me procurou aos prantos porque sua mãe estava muito mal no hospital. Acreditava ser um castigo por ter masturbado e penetrado com os dedos a namorada. O herpes da irmãzinha e a enfermidade da mãe do meu amigo, nada tinham a ver com seus deslizes no namoro. O sentimento de culpa os fazia pensar assim. Será que esse sentimento veio por mera repressão da igreja ou por que o Espírito Santo agia neles convidando-os para o arrependimento?

“Não deis lugar (chance) ao diabo” (Ef 4:27)

Prepara meu casamento. O namoro cristão é decoroso. É um auxílio para decidirmos – Sim ou Não – pelo casamento. Meu amigo continuou seu namoro; Outra pessoa apareceu na vida da irmãzinha. Com o perdão de Deus passaram a proceder de modo pudico e honroso no namoro, isto devolveu a paz de espírito para os dois. Hoje estão casados e servindo a Deus com alegria. Quando solteiros e não estando namorando, a mocidade, de acordo com seu gênero, pede: “Senhor, prepara um dos seus filhos para ser meu esposo; Que seja temente e fiel à sua Palavra, para que formamos um lar cristão; E eu, e minha casa, serviremos o Senhor”. Que todos os jovens se enquadrem neste perfil e que esta continue sendo a oração da mocidade.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dilemas sobre a masturbação

A masturbação é um assunto que gera muita controvérsia e confusão. As perguntas freqüentes da mocidade querem saber se tal prática é uma perversão ou uma necessidade; se é danosa ou inofensiva; um pecado ou um meio para combatê-lo. O que exatamente é a masturbação, e por que aflige tantos jovens cristãos?



O porquê começamos. Tudo tem início na puberdade quando são liberados poderosos hormônios que afetam todo organismo. Muitas vezes provocam excitação e reações involuntárias como a ejaculação noturna que acontece por acúmulo de semên, geralmente acompanhada de um sonho erótico. Pela manhã, o menino se dá conta que não urinou na cama. Similarmente as meninas podem sentir-se estimuladas sem ter tal intenção. Muitas sentem um acentuado desejo sexual antes ou logo depois do seu período menstrual. A curiosidade e a novidade destas emoções leva-os a manipular, ou brincar com os órgãos genitais. A pessoa fica assim, consciente de que tais órgãos são capazes de produzirem agradáveis sensações. É uma fase de conhecimento do próprio corpo. Novos sentimentos afloram na mente adolescente que passa notar o sexo oposto e ter pensamentos sensuais. A masturbação é, portanto, uma auto-estimulação a fim de produzir ou satisfazer a excitação sexual.

O porquê continuamos. Logo toda esta atividade vulcânica diminui. O normal é que a mocidade aprenda a lidar com suas emoções e controlar estes impulsos. Porém para muitos se torna um hábito difícil de romper. A pornografia é sem dúvida a grande vilã da história; é o meio que muitos recorrem para satisfazer a curiosidade pelo sexo. Mesmo a programação televisiva tem muito apelo sensual, incentivando a comportamentos libidinosos. Algumas cenas são tão chocantes que os jovens as retém e depois reaparecem na mente produzindo combustível mental para se masturbarem. Cada acesso a material pornográfico aguça os sentidos e potencializa os desejos - fantasiosos diga-se de passagem - que acaba por viciar o usuário de tais conteúdos impróprios à pratica da masturbação. Sim, a masturbação é tão viciante como algumas drogas.

Outros fatores. Para alguns, a masturbação pode tornar-se um hábito a que recorrem em busca de consolo, sempre que se sentirem rejeitados, aborrecidos, solitários ou deprimidos. Embora o problema se associe mais aos jovens, ocasionalmente os adultos também se masturbam. Preocupações, temores ou frustrações podem causar grande stress e deixar as pessoas apreensivas. Alguns praticam para obter alívio da pressão, tensão ou da ansiedade. Como alguém toma uma bebida, ou o fumante que recorre ao cigarro para acalmar os nervos.

O que diz a Bíblia? Se uns se divertem com o hábito, outros se preocupam. Será que estamos cometendo um pecado grave? – refletem. Compartilho que lutei contra este hábito por anos. Eu sentia como se estivesse falhando para com Deus toda vez que me masturbava. Ficava decepcionado comigo mesmo e imaginando se aquilo prejudicaria minha vida espiritual. Igualmente, outros jovens ficam afligidos. Respostas insensíveis deixam a mocidade mais angustiada que começa a folhear as páginas da Bíblia para obtê-las. Acontece que a Bíblia sequer menciona a masturbação. Duas passagens bíblicas, comumente, são utilizadas para explanar sobre o assunto.


A semente da cópula. O esperma e o fluxo menstrual eram considerados imundícias do homem e da mulher (Lv 15). Havido o homem ejaculado ficava impuro por um dia, e tudo onde respingasse o esperma ficava contaminado até que fosse lavado (v.16-18). Semente de cópula dá a nítida impressão da ejaculação ter acontecido durante a relação conjugal, mas o esperma pode ser expelido sem ato sexual: Ou pela ejaculação noturna involuntária, ou pela masturbação.

O pecado de Onã. Punido com a morte por ter derramado a semente da cópula - isto é, seu sêmen – na terra, muitos ministros entenderam que o pecado de Onã foi a masturbação. Por isso a prática é chamada de onanismo, e também considerada, por eles, um pecado imperdoável. Porém, o pecado de Onã não foi se masturbar, mas burlar o casamento levirato negando, egoisticamente, dar descendentes a seu irmão falecido (Gn 38:1-10).

Dos males o menor. Sabemos que as leis hebraicas não se aplicam à igreja de Jesus. Se houve quem ensinasse ser a masturbação um pecado imperdoável, há os que a recomendam como forma de se prevenir ou combater a fornicação, porque estariam ‘mortificando os membros’ ou a tentação. Visto que a masturbação não é diretamente condenada na Bíblia, significa isto que é inofensiva ou que seja sensato buscar alívio nela para não sucumbir à fornicação?

“Mortificai pois os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite [sexual] desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pela quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Cl 3:5).

Aliada ou adversária. O indivíduo que compulsivamente se masturba, fica esgotado mental e fisicamente. Isto diminui seu vigor juvenil, prejudica sua concentração nos estudos, faz cair seu rendimento nos esportes. O masturbador fica sem disposição para nada – até para o sexo. Mas se engana quem pensa ser a masturbação uma aliada contra o pecado. Quando a pessoa se masturba, usa-se uma fantasia imoral para aumentar a excitação. Sua mente se fixa nos desejos pecaminosos e tudo que faz é aumentar o apetite sexual, deixando-a cada vez mais vulnerável à tentação.

Medite: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado (seduzido) pela própria concupiscência” (Tg 1:14).

Mente corrompida. Alguém perguntará: Como um ato praticado solitariamente embaixo do chuveiro ou dos lençóis pode ser tão perigoso? Ao se masturbar, a pessoa fica absorta em seus prazeres, mergulhado em pensamentos promíscuos. Está se educando que somente o seu prazer é o que importa. Começa a ver as pessoas como meros objetos e instrumentos de satisfação sexual, divorciando o sexo do amor. Taras e fetiches são despertados e aprendidos. O combustível mental que alimentará seu hábito é buscado nas situações de sua convivência cotidiana. Seus olhos caçam o que cobiçar. Soube de um rapaz que ficava excitado tocando os cabelos das moças da igreja. Simulava esbarrões para sentir na pele, os fios compridos e sedosos. A bíblia admoesta para tratarmos “as moças, como irmãs, em toda pureza” (1Tm 5:2). Não que praticantes assumirão um comportamento anti-social, mas existem comprovações que todo pedófilo ou estuprador é um masturbador.

Medite: “Os quais, havendo perdido todo sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez, cometerem toda impureza” (Ef 4:19).

Conclusão. Podemos dizer que a masturbação em determinados períodos da vida é fisiologicamente normal e não pode ser considerada um pecado. Porém, quando nossos sentidos são aguçados, não pela simples operação dos hormônios e sim, pela pornografia ou vaidade(ilusão) de sentido (Ef 4:19), já é um comportamento que deve ser 'mortificado'. Quase sempre, o problema com este hábito se resume naquilo com que alimentamos nossa mente. Portanto, em “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama; se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).

Recomendação. Quando um jovem crente se sente aflito e deprimido é por que seu coração o condena. Cada um analise a freqüência que pratica para verificar se tornou-se um hábito, identificar e desligar-se daquilo que está fornecendo combustível para masturbação. Devemos aprender educar a mente para disciplinar o corpo. O segredo é ter uma vida de plena comunhão com Deus. Sempre que falhar, deixe ser guiado ao arrependimento, e siga na direção que o Espírito Santo apontar. Se fizermos sua vontade, Ele colocará paz em nossos corações.


Continua...

Avidez: Desejo ardente e insaciável; voracidade
Concupiscência: Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade; apetite sexual.
Dissolução: Perversão dos costumes.
Fetiche: Algo ou algum comportamento que provoque excitação sexual.
Levirato: Lei hebraica que obrigava um homem a casar com a viúva de seu irmão quando do defunto não houvesse herdeiro.