
'Gostaria de expor uma idéia! Sei que o importante é esperarmos em Deus o perdão. Nós que buscamos o perdão, sabemos no íntimo de nosso coração que o Senhor ainda nos ama. Por isso, inssistimos em caminhar para um dia chegar até lá, [e completar nossa jornada]. Porém, temos dificuldades, não adianta negar! Temos e muita, em namorar um outro crente, mesmo tendo nós um bom testemunho. Não sei se por causa de nós mesmos que nos sentimos diferentes dos outros e evitamos nos aproximar, ou se realmente somos vistos como diferentes. Hoje a mocidade já está tendo outra visão de mundo. Sei que a graça permanece e a doutrina é a mesma, então acho que a mocidade tem medo de um relacionamento com alguém que já passou por essa situação... Em nós, vem um pensamento do que já nos foi ensinado sobre jugo desigual, então na maioria das vezes preferimos ficar sozinhos, pois no mundo não conseguimos encontrar compromisso sério e na igreja, muito mais complicado. Daí o tempo passa e vamos ficando mais vulneráveis, logo o adversário atravessa o caminho, e uma pessoa mais fraca acaba caindo de novo e, muitas das vezes, não voltanto mais...' (Marianne – comentário em “Transei... E agora?”)
Mal-me-quer. O comentário desta jovem retrata a dificuldade que muitos, entre a mocidade, tem de se relacionarem amistosa e amorosamente, e denuncia o desprezo que sofrem após cederem à tentação do sexo pré-conjugal. Esta é uma das muitas conseqüências - um ‘fim amargoso’ (Pv 5:4) – do pecado de fornicação.
Pergunta anônima. Aproveito para colocar aqui, uma pergunta postada na mesma sessão, relacionada ao tema, feito por um anônimo: ‘A paz de Deus esteja com todos! Irmão, tenho uma grande duvida: Se eu pequei pecado de morte, mas estou buscando o perdão de Deus e não praticar mais, eu posso namorar uma serva de Deus bem prudente...?’ Para não dar um tom machista, vamos colocar a pergunta dessa forma: Podemos namorar e casar com quem tenha pecado de morte, ou isto implica em jugo desigual?
O jugo desigual. É a incompatibilidade de crenças que resultará em prejuízos para o casamento. A Bíblia recomenda no amor para não contrairmos núpcias com pessoas de estranha fé - “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis” (2Co 6:14). Embora o texto se refira às pessoas de outros credos e incrédulos, comumente, interpreta-se que os ‘infiéis’ são os fornicários e adúlteros, considerados ‘pecadores de morte’. Ao associarem este verso com a última parte de Mateus 19:9 – “e o que casar com a repudiada [que cometeu aultério] também comete adultério” – concluem: 'E o que casar com o fornicário, também comete fornicação'. Como que contraindo uma doença contagiosa.
O jugo dos homens. Pecado de morte é aquele para o qual não há perdão. Segundo o pensamento de alguns grupos eclesiásticos, trata-se do pecado sexual - adultério e fornicação, como dito antes. E segundo o julgamento desses grupos, quem cometer tal transgressão jamais terá restituída sua comunhão com Deus. Este conceito gera preconceito. Te parece cristão um comportamento que isola, exclui, que pode fazer a pessoa parar de vir à igreja e distanciá-la de Deus? Eis a projeção de nossa amiga: ‘Logo o adversário atravessa o caminho, uma pessoa mais fraca acaba caindo de novo e, muitas das vezes, não voltanto mais...’ “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porem, nem, com o dedo querem movê-los” (Mt 23:4).
O jugo de Jesus. A Bíblia não banaliza o pecado (Rm 6:23). No entanto, o pecado de morte como interpretado acima, não é uma doutrina bíblica. Não há transgressão que não possa ser perdoada porque não há pecado maior que o amor de Deus (Rm 5:20). Moço e moça que estiver buscando o perdão, não sofram mais! Permitam que o Senhor os sarem. Não deem ouvidos à voz que lhe entritesce, antes ouça a voz do teu pastor que lhe chama dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11:28-30).
Medo do relacionamento. Consideremos uma pessoa perdoada com vida restaurada - Namorar com alguém que já teve relações sexuais com outrém, não é pecado. Ela não é pecadora de morte, pois Deus lhe devolveu a vida; Não incorre em jugo desigual, pois ela tem a mesma fé; Não nos contamina, pois ela está sarada. Dizem que o fornicador tem mais probabilidade, ao casar-se, de ser um traidor. Ora, muitos fiéis na mocidade foram infiéis no casamento. Isto tem mais a ver com o zêlo do presente do que com o descuido do passado. Ademais, quem conhece a dor da culpa, da vergonha e do despreszo, não quer sentí-la novamente.
É direito seu. Cada um “é livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1Co 7:39). Verdade que é um direito escolher segundo nossas preferências. No entanto, construir estas preferências em fardos colocados em nossos ombros pelos homens, não é tão nobre assim. Um rapaz tem o direito de não querer namorar uma moça que não seja mais virgem. Uma irmã é livre para recusar o rapaz que tenha se aventurado. Todavia, têm mais sublime direito de perdoarem, apaixonarem-se e viverem este amor.
Qual será o fim? Com humildade de uma verdadeira filha de Deus, Marianne, compartilhou seus sentimentos, não para ganhar nossa compaixão, mas para que possamos, pelo seu testemunho, refletir quanto aos nossos julgamentos. Nossa irmã passou por um processo doloroso de culpa e sofrimento, verteu lágrimas de arrependimento, mas também experimentou do perdão de Deus e do poder restaurador do Espírito Santo. O Senhor faz justiça com amor e depois nos cumula de bençãos se guardamos os seus conselhos. Deus colocará alguém especial no caminho desta moça e preparará seu casamento. O seu fim não será amargoso. Sua história terá um final feliz.

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