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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que time é o teu?


Leitura contextuada: "Não sabeis vós que os que disputam no estádio, todos, na verdade, disputam, mas um só leva a taça" (1Co 9:24).

Sem discussão. Cada um segue a religião que julga certa; na política, cada um tem sua ideologia; no futebol, cada um tem o clube do coração; portanto..., futebol, política e religião, não se discute. Mentira! Mentira! Mentira! Esses são os assuntos mais populares, cotidianos e democráticos. Destacamos aqui o futebol. Na 'pátria de chuteiras', de norte a sul e leste a oeste, é difícil achar quem seja alheio ao assunto. Todo cantinho do Brasil tem um fanático; todo Estado tem seu campeonato; toda região, suas rivalidades; toda cidade tem um clube - profissional ou amador; todo bairro, seu time de várzea. Seja na grama, areia ou asfalto, não importa, para bater uma bolinha até as ruas, as lajes e terrenos baldios viram campinhos. Quando o assunto é futebol, claro que tem discussão, só não tem conclusão.
Que time é Teu? São Paulo, Flamengo, Góias, Cruzeiro... ou o Íbis - considerado o pior time do mundo? Não importa! Importa entrar na onda, vestir a camisa em dia de jogo e na segunda-feira, no serviço ou na escola, fazer gozação com o colega torcedor do time que perdeu. Com os campeonatos estaduais entrando nas fases semifinais a zuação será maior. Eu estarei vibrando com os 'meninos da vila'.

Uniforme cor-de-rosa. Até as meninas entraram nessa; anos atrás, o futebol era coisa de macho - machucados voltavam para casa - hoje elas acompanham o futebol, 'tietam' os jogadores e azucrinam os namorados. Enquanto eles ofendem: burro! burro! elas elogiam: lindo!lindo! Enquanto eles gritam pro zagueiro: Pega ele! Pega ele! elas fingem que é com elas: Eu pego! Eu pego! Mas não faz mal quando elas jogam a nosso favor no 'Vira-a-casaca futebol clube'.

Amor e ódio. Já foram protagonizadas muitas cenas de amor e ódio no futebol. O filme Romeu e Julieta conta a história de um corinthiano e uma palmeirense que tinham duas paixões; uma distinta, o clube; outra comum, o amor um pelo outro - Isto acontece muito na vida real. É comum o torcedor demonstrar essa paixão de maneiras bastante inusitadas e fazer loucuras para ver seu time jogar. Também vemos cenas lamentáveis de violência entre as torcidas. Muitos vão ao estádio, não para o entretenimento, mas para o enfrentamento, enxergando no adversário um inimigo.

Minha religião não permite. Por a próxima copa do mundo ser aqui em terras tupiniquins, essa vibração só tende a aumentar. Toda essa euforia acaba nos contagiando. Daí você pode se perguntar: Isto prejudica nossa vida cristã e o serviço a Deus? Posso entrar nessa onda ou ir aos estádios torcer para o meu time? "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisa convém" (1Co 6:12a) - esse versículo é muito usado por quem não quer se comprometer ao responder porque joga a responsabilidade para nós. Pois é, a resposta é evaziva, repetitiva e, por isso, irrritante; mas é a melhor que eu tenho.

'Vo' sim, quero sim. Antes não se tinha receio de responder 'não pode'; as igrejas evangélicas consideravam penalidade máxima. Então se em seu livre-arbítrio optar por ir ao Estádio, pense muito em sua segurança: de preferência para jogos de menor importância, evite os clássicos, vá em grupo, não revide às provocações nem as faças.

Jogue nessa equipe. "Não sabeis vós que os que disputam nos estádios, todos, na verdade disputam, mas só um leva a taça. Disputem de maneira que possam vencer. E todo lutador de luta greco-romana de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, e nós lutamos por uma incorruptível. Pois eu assim corro uma maratona, sabendo se cruzar a linha de chegada meu prêmio está garantido; e assim luto, não como socando o ar. Antes, coloco meu corpo debaixo de um treinamento árduo e uma dieta rigorosa, para que jogando no time do evangelho, não perca a liderança ou seja desclassificado" (1Co 9:24-27 contextuado).

A disciplina do atleta. Os atletas se preparam com treinamentos e se abstém de muitas coisas para disputar uma prêmio que não sabem se irão ganhá-lo no final da competição. Também disputamos um taça e corremos por um prêmio que nos é garantido se chegarmos até o final (1Co 9:24-27). Se eles lutam por coisa incerta, quanto mais nós por algo certo; se eles se empenham por uma medalha corruptível, qual maior deve ser nosso esforço por uma coroa incorruptível. Nada pode nos distrair e nos atrasar na nossa maratona: "esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (fl 3:14).

A prontidão do soldado. Nada deste mundo pode por impedimento para servirmos a Deus, tampouco causar embaraços na nossa conduta cristã. Devemos dar a Deus o primeiro lugar nas nossas vidas (Mt 6:33). Nada pode nos atrasar ou impedir de cumprir nossa missão pois "ninguém que milita se embaraça com os negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém milita, não é coroado se não militar legitimamente" (2Tm 2:4,5). No serviço a Deus temos que ter a disciplina de um atleta e a prontidão de um soldado. Em Cristo Jesus somos mais que vencedores (Rm 8:37) - seremos sempre campeões.

Torça com moderação. Com bom-humor, moderação e cautela; sem fanatismo, violência, e palavrão - No estádio ou em frente a televisão; sozinho ou bem acompanhado - vista a camisa e torça pro...

Que time é teu?

terça-feira, 5 de abril de 2011

O véu restaurado


O véu restaurado - "Não falo do véu do templo que foi rasgado; mas do preceito, por muitos, deixado".

Algumas igrejas adotaram em sua liturgia o uso do véu para as mulheres. Indubitavelmente a Congregação Cristã no Brasil - CCB é o grupo que mais conserva, propaga e influencia outros à prática, pois a observa como doutrina apostólica - tanto que outras denominações a tratam como a 'Igreja do Véu'.

Por anos pensávamos, inclusive, ser uma exclusividade 'ccbiana' - há quem continue equivocado - mas, histórica e recentemente, outros ajuntamentos têm o véu por costume denominacional.

Vemos agora a Igreja Católica, em muitas de suas paróquias, retomando esta observância piedosa que praticamente havia se acabado quando a tornou facultativa. Seja por canais oficiais ou por blogs como o Velatam ad Dei Gloriam, os fiéis são orientados e incentivados ao uso da mantilha
.
Maitê Tosta comenta: 'O uso do véu pode ser considerado um sacramental. Conforme o catecismo da Igreja Católica, "quase não há uso honesto de coisas materiais que possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem a louvar a Deus" (§1670). O uso do véu não é essencial à salvação, mas um auxílio. Não é expressamente ordenado mas recomendado como uma prática piedosa, caso a mulher se sinta chamada a isso. É importante a atitude honesta diante de Deus e o uso honesto de coisas materiais, de modo a ordená-las para a finalidade de glorificar a Deus. O uso do véu tem finalidade de levar a mulher a desenvolver atitudes próprias de humildade e adoração'.

No catolicismo, então, o uso do véu não é obrigatório, sim facultativo. O que levou a igreja a desobrigá-lo visto que isto quase extinguiu a prática? 'O uso do véu é antes de tudo um chamado, um carisma. É muito importante que um sacramental seja praticado pelas razões certas - surpestições; pressão do grupo; vaidade, nada disso são razões válidas para usar o véu. Cada um tem suas necessidades, seu processo de crescimento espiritual. A Igreja - mãe generosa - oferece vários meios de prover a estas necessidades,através de suas muitas formas de devoção e dos sacramentais que, se praticados corretamente, levam o fiel à maturidade espiritual' - responde Maitê.

Você pode estar se desinteressando da leitura e perguntando: Por que postar um assunto considerado ultrapassado e retrógado num blog destinado a jovens? Darei minha resposta depois da emocionada constatação de Francisco Dockhorn:
'O véu jamais foi abolido da sagrada liturgia. Mas, havendo sido suprimida a sua obrigatoriedade canônica, acobou por cair em desuso. Algumas senhoras continuaram usando o véu e muitos pensavam que essa "mera nostalgia" se extinguiria junto com elas. Agora, parte do mundo católico está perplexo ao ver jovens, por livre e espontânea vontade, restaurando o uso do véu. São meninos e meninas apaixonados por Jesus Eucarístico e pela Santa Igreja. São meninas que usam o véu e meninos que apóiam o uso e são suporte para elas enfrentar os "olhares tortos" - olhares estes que são compensados por muitos olhares comovidos de gente de mais idade, que se supreende e vê nelas a presença de uma sacralidade que ainda existe em nossas igrejas. São jovens adoradores que não vivem isso por mera "nostalgia", pois não não chegaram a conhecer o tempo em que isto era comum. Vivem porque sabem que fazem parte de uma igreja que tem uma tradição de 2000 anos; tradição que mantém o seu sentido em meio à falta de sentido do século 21. Uma geração suprime; a outra, restaura. Uma geração acaba por deixar a lacuna; a outra, a sente. Muito se rezou pelos jovens, e aí estão muitos dos quais o Espírito Santo tem levantado! Será que se está preparado para o que eles podem mostrar?'

Memorize: "Uma geração suprime; a outra, restaura" (Francisco Dockhorn).

Mocidade da CCB, este post foi para mostrar que vocês sempre estiveram naquilo que alguns jovens estão sendo despertados agora; que conservam o que outros abandonaram e estão sendo chamados a restaurar. E também para convidar a todos os leitores do blog a refletirem sobre este preceito de Deus.

1Corintios 11:1,2 - "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como eu vos entreguei" (Apóstolo São Paulo).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Praticante da Palavra


"E sede praticantes da Palavra e não apenas ouvintes... SE alguém cuida ser religiosa e não refreia sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã" (Tg 1:22;26)
P ara não ser enganado,
R ecebei com gratidão
A palavra implantada.
T al palavra é poderosa
I nvadindo o coração,
C ombatendo a perniciosa
A titude só de ouvinte
N egligente com a Palavra.
T al viver é um acinte.
E pensar que é religioso
D eixando de refrear
A sua lingua venenosa.
P ois aquele que pratica
A Palavra do Senhor,
L onge deixa a futrica,
A os ouvidos deixa aberto
V igiando no que fala;
R estringida fica a ira,
A tua voz, então, se cala.
Gilberto Celeti
Leia Tiago 1:17-27 para entender a diferença entre um praticante da Palavra e um mero ouvinte.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

'Bullying' nas escolas - Quem fizer tira zero!


Perigo...Escola! Brigas, espancamentos, intolerância. O ambiente escolar tornou-se uma ameaça. Foi-se o tempo em que guerra com bolinhas de papel dava suspensão, espetar com um aviãozinho a nuca da aluna 'CDF' da primeira carteira era a maior agressão e por apelidos nos outros merecia punição e tínhamos que pedir perdão. O que temos vistos nas escolas vai além de brincadeiras de mal gosto e onde deveria haver socialização, ocorre marginalização. Estou me referindo ao 'bullying', nome legal para algo tão careta. Mas, o que é bullying?

Definição. 'Bullying' é o assédio tanto moral com físico, violento e constante praticado em ambientes de convívio social como o local de trabalho e principalmente na escola, para intimidar, aterrorizar ou humilhar por meio de agressões, zombarias ou chantagens, um indivíduo ou uma minoria. O bullying é caracterizado pela reincidência ou repetição; pela covardia porque envolve vários agressores contra uma vítima indefesa; e pela crueldade porque fere com gravidade ou exclui do relacionamento em grupo. O termo em inglês deriva de 'bully' que significa brigão; valentão.

Amigo dele, inimigo meu! Especialistas classificam o bullying em duas categorias: O bullying direto com agressão física é a forma mais comum entre os agressores (bullies) do sexo masculino, mas também há a forma indireta que consiste numa agressão social caracterizada por forçar a vítima ao isolamento que é mais comum entre as meninas e crianças pequenas. Por intolerância há uma recusa em se socializar com a vítima, começam a espalhar comentários, criticá-la sem qualquer motivo, zombar do modo como se veste, caçoar da aparência,etc. Além de se afastarem, intimidam outros colegas que desejem socializar com a vítimar.

Da comédia à tragédia. Rir as custas dos outros, debochar das imperfeições ou incapacidades das pessoas ou pregar-lhes peças humilhantes não tem graça alguma. Enquanto uns apanham, outros filmam com os celulares; Enquanto uns dão gargalhadas outros choram de dor e humilhação; Se o agressor ganha status e popularidade o agredido ganha feridas difíceis de cicatrizar; Se o primeiro ganha fama, o segundo ganha drama. Quando a ação é agredir, a reação pode ser a vingança. Ao suscitar a ira no agredido, vem o revide e então acontece a tragédia. O 'basta' pode ser fatal.

Mocidade, vamos combater. O bullying tornou-se uma praga mundial; uma epidemia; e as medidas disciplinares são brandas, hipócritas, por isso, ineficazes. Seria um problema educacional, social ou policial? Seja como for, o importante é combatê-lo. Não seja omisso, amanhã a vítima poderá ser você.

Lembrei-me. Nos meus anos escolares jamais agredi alguém, respeitava os professores e temia os diretores. Naquela época caçoava-se dos meninos crentes com a detestável frase: "Crente do c... quente!". E eles se confortavam cantando os versos do hino "Sou criança, Senhor":


3. Sou criança, Senhor, mas zeloso do bem,
Não importa que zombem de mim;
Caminhando em amor, e justiça também,
Eu serei coroado ao fim.


Coro: Sou criança, mas crente em Jesus,
Meu amado e divino Pastor;
Que em mim faz brilhar sua luz,
Conduzindo-me ao reino de amor.


Estrofe e coro do hino 444 "Sou criança, Senhor", das reuniões de jovens e menores da Congregação Cristã no Brasil. Canta-se com a mesma música do: "Rude Cruz".
 Pesquisei: "Wikipédia. A enciclopédia livre"


sábado, 30 de outubro de 2010

Grupo de visitas da mocidade


Verso áureo: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27).

Dim-dom. A campainha tocou. Ao atender, recebi abraços de estranhos que me chamavam de irmão… Assim aconteceu comigo e tantos outros novos-convertidos. O motivo da visita daqueles jovens ficou claro ao irem embora. Trouxeram-me algo que anunciaram assim que chegaram – "A Paz de Deus".

Definição. A visitação é um preceito bíblico que tem por propósito a acolhida dos recém-chegados à igreja, a consolação dos aflitos e o aconselhamento cristão. No caso da Congregação Cristã no Brasil, as visitas contribuíram expressivamente para o seu crescimento, visto que não existem programas de evangelização.

Seja bem-vindo. A pessoa ao vir para a igreja, pode estar passando por vários conflitos. Geralmente está renunciando a muita coisa para servir a Deus. O sentimento de perda é minimizado e até mesmo extirpado, quando o neófito se sente acolhido pela igreja. Seu sentimento passa a ser: Ganhei uma nova família.

Chorar com os que choram. E como uma família, devemos ampararmos uns aos outros nos momentos difíceis da vida. O nosso apoio leva conforto e consolo para os que estão em prova e traz edificação para todos.

Quando visitamos alguém, acabamos sendo 'visitados'.
 
Aconselhamento. È comum nos afastarmos daquele que não está firme na graça (Cristo), porém a palavra de Deus reprova essa atitude: “Portanto tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado” (Hb 12:12,13).

Advertência. Uma visita feita com sabedoria resulta em diversas bênçãos para todos. Não devemos usar dessa liberdade para dar ocasião à carne. Também requer do Ministério uma atenção especial, não para coibir; mas incentivar os grupos de visitas , visto que estão se findando.

Conclusão. O versículo do cabeçalho afirma que a visitação é a expressão de uma religião pura e imaculada; indispensável para a integração dos santos. Visitar é viver o amor cristão em cumprimento do mandamento bíblico:

“Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram” (Rm 12:15).


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ajuntemos um tesouro eterno!


Hino CCB 450

1. Ajuntemos, ó meninos, nosso bom tesouro lá no céu de amor Onde habita nosso mestre e o Pai Eterno, nosso criador.

Coro: Ajuntemos um tesouro eterno;
Onde habita nosso Deus superno.
No céus os bens jamais se acabarão.

2.Ao sairmos desse mundo tudo deixaremos; tudo findará.
O tesouro ajuntado na eterna glória sempre durará.

3. Ricos das eternas bençãos e dos dons celestes que nos vêm de Deus,
Caminhemos nas veredas da justiça eterna que nos leva aos céus.

Mateus 6
19.Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
20.Mas ajunteis tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não consomem, e onde os ladrões não minan e nem roubam.
21.Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

domingo, 12 de setembro de 2010

Transei... E agora?


Não fornicarás (parte 4/4) 


A espera. Há tempos pretendia concluir esta série. Vezes sem tempo, vezes sem inspiração. Até que li o texto “Batizei mas pequei, e agora?” no Apologética CCB e vi que esta era a questão que faltava abranger. Não precisaria acrescentar nada ao texto que é direto e preciso. É uma questão não apenas para os jovens, mas para toda a igreja e seus ministros que, segundo o autor Charles Fernando, promovem banimento que aconselhamento; ferida, ao invés de acolhida.

A sensação. “Estou sem vir na igreja há várias semanas, é a primeira vez que congrego depois ‘daquela noite’. Será que alguém percebeu ou sentiu minha falta? Será que alguém desconfia? Quando ficarem sabendo o que dirão? Parece que todos estão me olhando; estou me sentido ‘acusado’ e desde aquele mpomento não consigo parar de pensar: Transei... e agora?”

O dilema. Alguns jovens crentes já passaram por este desconforto e outros podem estar vivendo o dilema – “Estou perdido? Há esperança para mim?” A confusão e o medo invade suas mentes e sem forças para congregar, acabam parando no caminho.

A mentira. Quando um jovem batizado na CCB ‘peca’ é dito: “Não há salvação para ele em Deus” (Sl 3:2). Na CCB há um pensamento que o adultério e a fornicação são pecados imperdoáveis que classificam como ‘pecados de morte’ e quem praticá-los jamais terá sua comunhão restituída com Deus. Será este ensinamento bíblico?

A verdade. Diz a Bíblia em 1Jo 5:17: “Há pecado para morte”. A partir desse versículo desenvolveu-se a ideologia dos pecados irreconciliáveis (adultério e fornicação), no entanto, era à apostasia dos anticristos que negavam a salvação em Jesus que se referia o autor da epistola (Leia 1Jo 2:18-23). Todos precisamos da redenção que está em Cristo Jesus. A justiça de Deus se manifesta a todos os que creêm (Rm 3:22); Somos justificados pela fé (Rm3:28) e por ela agraciados (Rm 5:2) e salvos (Ef 2:8). Se aceitar ao Senhor Jesus é a nossa salvação; negá-lo, é a nossa perdição. Pois “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12). Se crendo somos salvos, deixando de crer já estamos condenados. Negar o Filho (1Jo2:22,23; Hb 10:29), desprezando a salvação gratuita que é dom de Deus, este é o pecado de morte.

O erro. Ensinar que há pecado que a Graça não pode cancelar é minimizá-la e limitá-la. O pecado pode ser imenso, mas a graça de Deus é imensurável. Por mais que o pecado tenha força, a graça vai vencê-lo. Pois, “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5:20). Aleluia.

A atitude. Confiar na misericórdia do Senhor e confessar o pecado é a atitude que devemos tomar. “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Sl 32:5). A graça do Senhor Jesus ainda continua agindo em você, portanto, não recue; persevere na fé. Não esmoreça e sim confie. “mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar a minha alma não tem prazer nele. Nós porem, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creêm para a conservação da alma” (Hb 10:38,39). E confessando o teu pecado receba o perdão de Deus.

Se fez sexo com alguém que não faz parte da sua vida, deixe no passado. Se fez com alguém que faz parte da sua vida, converse sobre o futuro.

A alegria. “Bem-aventurado aquele cuja a transgrssão é perdoada, e cujo pecado é coberto... Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas na angustia e me cinges de alegres cantos de livramento” (Sl 32:1,7).

A advertência. “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” (Rm 6:1); “Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça?”(Rm 6:15). Mesmo doutrinados que a graça é infinita, abundante e sempre vencerá o pecado, a resposta para estas perguntas são imediatas: “De modo algum”. Que jamais sintamos incentivados a pecar, pois a doutrina nos livra do mal; não nos induz a ele.

A confusão. Erroneamente interpretou-se um texto fora de contexto da carta de São João para com pretexto humano criar a heresia do pecado de morte. Felizmente o santo apóstolo, inspirado por Deus, escreveu-nos um texto que põe fim a este pensamento: “Se disermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissemos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1Jo 1:8-10).

A solução. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos umadvogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1jo 2:1).

O canto:
Jovem que está parado no caminho
Sem forças para congregar;
Sem ter nem mesmo um destino, 
Ou alguém que possa orientar.
O que fazer quando o pecado invade a mente? 
A paz torna-se em aflição
E o medo surge de repente
Qual é agora a direção? 

Coro: Creia que Cristo é a Solução 
É Ele o real perdão
É importante acreditar. 
É Ele quem resolve todos os problemas 
Não viva mais nenhum dilema 
É importante acreditar.